domingo, 13 de outubro de 2013

Sugar Blues


A escravidão colonial do açucar

Em A Era Das Trevas da Medicina falamos que “nas tradições antigas a boa saúde física é condição essencial para a evolução do espírito, pois a verdade é que, num corpo doente, um ser humano tem muito mais dificuldade de dar o salto necessário para essa evolução, que é a sua lição de casa neste mundo. Então precisamos ficar atentos e presentes em tudo o que alimenta o nosso corpo, emoção e mente, enfim, o nosso Ser.”
Sabemos que quando a gente renasce numa nova vida, nasce nu somente na aparência, pois já vem acompanhado com um "enxoval das outras vidas ", um carma compactado e transcrito no nosso DNA ao qual se somam as experiências dessa vida corrente, mas com a possibilidade de o amenizarmos através do cuidado sobre o que deixamos entrar no nosso Ser através do alimento físico, emocional e impressões. 
Já que há uma relação estreita entre o alimento físico e a saúde é bom trocarmos idéias sobre o beabá da alimentação nesses tempos bicudos de hoje onde inimigos diferentes se unem no time contrário ao da nossa saúde, como os interesses pessoais e grupais de terceiros, mais a cegueira da ignorância, apego, medo e ódio, capitaneados pelos valores passageiros ostensivos e suicidas do capitalismo. Basta ver o que acontece com o meio ambiente, os governos, a medicina, e por aí afora.
Mesmo que não tivéssemos interesses metafísicos, como dissemos por exemplo em Flúor o Veneno da Pineal (para nos precaver dos danos à glândula que é uma das portas para a espiritualidade), já bastaria por si só o interesse em viver com saúde a vida normal corriqueira, ao contrário do que se vê por aí. 
Não podemos nos iludir: não há Medicina nem estrutura de plano de saúde particular ou estatal nem orçamento familiar de despesas médicas, nem remédios que vão nos defender e garantir dos efeitos do que vem por aí, se deixarmos os fabricantes de alimentos decidirem o que comemos e bebemos, e as empresas, governos e pessoas poluidoras decidirem o que respiramos. Os inimigos que introduzem a doença nos nossos corpos são muitos e estamos carecas de saber mas, afora o carma registrado em nosso DNA, há 6 deles que são os principais: 

  • a proteína animal (carne, ovos, queijo e leite), afora o carma não físico de causar sofrimento aos nossos irmãos sencientes.
  • o açúcar industrializado e "refinado", 
  • o sal iodado, "refinado", reduzido somente a cloreto de sódio + mais iodo. Muito iodo. 
  • os aditivos alimentares (conservantes, corantes, espessantes, homogeneizantes, estabilizantes, aromatizantes, flavorizantes, acidulantes, etc,... enfim, "envenenantes autorizados pela autoridade pública" no rótulo, sem pesquisa séria ou disfarçados com nomes mais simpáticos. 
  • os motores a explosão e seus resíduos, 
  • o lixo desorganizado das empresas e famílias (incluindo metais pesados e o lixo nuclear). 

Tudo isso é potencializado pelo aumento global desordenado da população (ninguém fala do assunto), o capitalismo suicida para o qual trabalhamos, e os governos com suas estruturas  de leis e fiscalização corruptas e ineficientes que ganham propinas para encher os bolsos e não controlar nada. A Petrobrás é um bom exemplo. Tá bom, ou quer mais?
Mas, em vez de se assustar com o tamanho da empreitada, vamos fazer como os guerrilheiros fazem, e pacientemente atacar além da proteína animal, outro dos inimigos que pode ser individualmente vencido por cada um de nós com coragem e persistência: o açúcar refinado, cujos danos poucos conhecem a amplitude, graças à habilidade dos fabricantes em dourar a pílula.
Quando ingerimos o açúcar refinado (sacarose), ele escapa dos processos químicos de nosso corpo e passa diretamente para os intestinos, que o interpreta como glicose já "pré-digerida ". Esta, por sua vez, é absorvida diretamente pelo sangue onde o nível de glicose já havia sido estabelecido, num preciso equilíbrio com o nível do oxigênio. Desta forma, o nível de glicose no sangue sobe dramaticamente. O equilíbrio é rompido. O corpo entra em crise a cada vez que isso acontece, uma vez, dez, centenas, milhares durante a vida... É aí que mora o perigo.
Você já leu Sugar Blues? Um livro corajoso e agradavelmente humorado e  irônico que revela o doce veneno não só da droga em nossos corpos, mas a história econômica impiedosa de um negócio altamente lucrativo e genocida associado ao tráfico de escravos africanos massacrados nos canaviais desde o século 16. Todas as potencias econômicas atuais  tiveram e tem a sua parcela de culpa mesmo hoje, quando fecham os olhos para os danos provocados à saúde, disfarçados por lindos anúncios e a frase “açúcar é  energia”. Bota karma nisso.
Eu o li nos anos 70, levei um choque, e apesar de sempre procurar me defender individualmente, fui esquecendo, esquecendo como é costume entre os seres humanos...só agora acordei para falar disso.
O autor do livro foi casado com a famosa atriz Gloria Swanson, incentivadora da causa de alertar os americanos e o mundo contra o açucar. Segue abaixo a apresentação do livro pelos editores na época:


"A ideia de lançarmos este livro surgiu com a visita que o autor, William Dufty, fez ao Brasil em 1975, acompanhado de sua esposa Glória Swanson ― a sempre jovem diva hollywoodiana da década de 20 ―, atendendo a um convite de uma rede de televisão brasileira. A visita, entretanto, tomou-se extremamente embaraçosa para os mal-informados anfitriões, que certamente não contavam com a ferrenha disposição da famosa dupla em aproveitar a oportunidade para ampliar sua campanha de esclarecimento sobre as conseqüências desastrosas do consumo do açúcar industrializado ― campanha que vinham desenvolvendo através de conferências em universidades, simpósios, programas de tevê e em todas as suas recentes aparições públicas nos EUA. 
Percebido o engano, o boicote foi imediato: Dufty e Swanson foram sumariamente confinados em uma elegante suíte do Hotel Nacional, concedendo longas reportagens que nunca foram ao ar, com exceção das raras tomadas em que falam de temas mais amenos. Sintomático, uma vez que as indústrias de refino de açúcar são notoriamente patrocinadoras habituais dos grandes programas da televisão brasileira. Impossibilitado de dar o seu recado através das câmeras, o autor, cujas afinidades com a Editora datam de há muito tempo, ofereceu-nos a oportunidade de lançar esta edição brasileira do Sugar Blues ― o contundente depoimento sobre o açúcar que abalou a opinião pública e motivou o questionamento, a nível oficial, dos hábitos alimentares dos norte-americanos. 
Uma rara oportunidade, se considerarmos as dificuldades habitualmente encontradas para a elaboração de um documento que questiona de maneira irrefutável, o valor de produtos controlados pelas grandes empresas manipuladoras do consumo. E Dufty põe o dedo na ferida: Sugar Blues ― originariamente nome de um lamento dos negros americanos do inicio do século e utilizado aqui, com rara propriedade, para definir toda a gama de distúrbios físicos e mentais causados pelo consumo da sacarose refinada, comumente chamada açúcar ― é um relato detalhado das circunstâncias escusas que permitiram a ascensão do açúcar da categoria de droga rara e de alto custo, como o ópio, a morfina e a heroína, a sustentáculo da dieta do homem moderno. 
A história do açúcar envolve, desde o seu início, a experiência amarga de muitos em garantia da doce vida de poucos. Cultivado por mãos escravas, seu consumo limitou-se inicialmente às elites. O desenvolvimento da industrialização da cana, entretanto, prometia as perspectivas de um mercado altamente promissor: o uso do açúcar, a exemplo de outras drogas formadoras de hábito, garantia um número crescente de ansiosos consumidores. 
Posteriores constatações dos inúmeros distúrbios orgânicos causados pelo consumo indiscriminado do açúcar, em especial do açúcar refinado ― o aparecimento do escorbuto e do beribéri entre povos até então imunes a essas doenças e o aumento assustador de diabéticos, hipoglicêmicos e portadores de distúrbios funcionais generalizados nos grandes centros populacionais, onde a sacarose da cana já era adicionada ao preparo de praticamente todos os alimentos ―, em nada afetaram esse lucrativo comércio. Instituições com nomes enganadores como The Nutrition Foundation, Inc. ― uma organização testa-de-ferro dos interesses de cerca de 45 companhias que exploram o comércio alimentício, entre elas a American Sugar Refining Co., a Coca-Cola, a Pepsi-Cola e a Curtis Candy Co. ― foram criadas e devidamente subvencionadas pelas grandes indústrias açucareiras com o objetivo de ― tarefa ingrata! ― descobrir e alardear improváveis benefícios que o açúcar causaria ao organismo humano. Bilhões de dólares foram ― e são ― gastos sistematicamente apenas para assalariar a consciência de médicos e nutricionistas e produzir conceitos enganadores do tipo "açúcar é energia". 
As evidências chegaram a ponto tal que o Senado americano permitiu a instalação de uma comissão de inquérito, presidida pelo Senador MacGovern, para apurar as mistificações utilizadas na publicidade e nas embalagens do produto. A acusação de que se utilizava indevidamente o termo "nutritivo" em relação ao açúcar, quando, na realidade, tratava-se de substância anti-nutriente ― o açúcar refinado, constituído de 99% de sacarose, necessita, para ser metabolizado, dos seus componentes originais, tais como cálcio, ferro e vitaminas do complexo B; eliminadas no processo de refinamento, essas substâncias serão literalmente roubadas dos ossos, dos dentes e das reservas orgânicas ―, provocou, por parte da junta médica encarregada de defender os interesses do monopólio açucareiro, uma avalancha de meias verdades e afirmativas dúbias que terminaram por conduzir ao arquivamento do processo. O que levou um deputado norte-americano a declarar que o truste do açúcar controla não apenas os preços... controla os governos. 
E é precisamente aí que o livro começa: com a constatação de que é fundamental a conscientização individual dos condicionamentos que regem nossos hábitos cotidianos. Em especial no que diz respeito aos critérios alimentares, essa preocupação deverá ser forte bastante de forma a transcender a desinformação e os interesses puramente comerciais que sustentam a indústria de consumo. O maior sistema de comunicações que o mundo já conheceu é utilizado para mascatear venenos dissimulados em atrativas embalagens. Conhecer esses engodos publicitários pode significar a diferença entre a saúde e a doença. 
Mas Sugar Blues é mais que uma denúncia: irônico, ao mesmo tempo assustador e divertido, é, principalmente, um trabalho jornalístico inteligente e atual que aponta os meios para a libertação do vício institucionalizado da sacarose industrializada e acrescenta receitas de pratos deliciosos ― todos sem açúcar. Certamente o leitor encontrará situações que retratam a realidade dos EUA e informações dirigidas basicamente ao leitor norte-americano. Entretanto, por analogia, percebemos que o problema é basicamente o mesmo em nossa terra, com a agravante de contarmos, no Brasil, com a habitual desinformação que estimula a má fé dos expropriadores da nutrição e da saúde. O que torna bastante oportuno o lançamento de Sugar Blues entre nós. 
Numa época em que as evidências da contaminação generalizada dos alimentos começa lentamente a sensibilizar a grande imprensa e já provocar uma sucessão de sobressaltos para o desorientado consumidor, as alternativas e opções oferecidas neste livro têm boas chances de merecer a oportunidade de serem testadas com o respeito devido. Este livro poderá mudar a sua vida. Ou a sua morte. 
OS EDITORES"

Além da dissimulação das "propriedades" do açucar na mídia, da dissimulação que confunde o intestino na digestão, das entidades médicas de fachada que o defendem, há um outro engano que pode ser verificado nas prateleiras dos supermercados: veja nos rótulos, além dos "venenos normais" citados que embelezam e conservam os produtos, quais são os outros ingredientes adicionais que entram na sua mistura: tem açucar disfarçado em quase todos. Até em cigarro e remédio. O engano é, e sempre foi, a base da industria dos alimentos!
E ficamos todos iguais a um "artista" moderno famoso (tem gosto para tudo), que disse: "Vou comprar um enorme pedaço de carne, cozinhá-lo para o jantar e, então, um pouco antes que esteja pronta, vou dar uma parada e comer aquilo que queria em primeiro lugar ― pão e geléia... tudo aquilo que sempre quero é, na verdade, açúcar. 
Andy Warhol, New York Times Magazine, 31 de março de 1975. 

Um presente para você: se você se interessar, aí segue o link do livro em PDF. É só clicar: Você não faz idéia do tamanho da porrada que vai levar: Sugar Blues 
Pode pular a introdução, porque você já leu aqui (rsrs)



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